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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Trogoniformes
Família: Trogonidae
 Lesson, 1828
Espécie: T. viridis

Nome Científico

Trogon viridis
Linnaeus, 1766

Nome em Inglês

Green-backed Trogon


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Surucuá-de-barriga-amarela

O surucuá-de-barriga-amarela (Trogon viridis) é uma ave trogoniforme da família Trogonidae. Conhecido também como capitão-do-mato, curuxuá, surucuá-de-barriga-dourada, surucuá-de-cauda-branca e urukuá (nome indígena - Mato Grosso).

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) trôgón, trogo = devorar, roer, para roer ou para ser roído a forma como a ave se alimenta. ; e do (latim) viridis = verde. Ave devoradora verde.

Características

Mede cerca de 30 centímetros de comprimento e pesa 93 gramas. Apresenta dimorfismo sexual. O macho tem o bico cinza azulado. Os olhos são escuros de coloração marrom e apresentam um claro anel periocular de coloração azul. As regiões auriculares são pretas. A garganta e a porção superior do peito são pretos e as partes laterais do peito apresentam uma coloração azul escuro ultramarino que contrasta fortemente com o ventre que é amarelo. A nuca, manto e as costas são verde esmeralda com reflexos azul arroxeado, ou verde. As rêmiges são pretas com marcações brancas. As coberteiras são azul esverdeadas. A cauda longa e escura apresenta três pares de penas com a face inferior na cor branca com a extremidade preta. As bordas externas das retrizes são pretas. A parte dorsal da cauda é da mesma coloração do manto, entretanto apresenta esta coloração menos intensa. A fêmea, menos exuberante que o macho da espécie, apresenta a cabeça cinza. Sua mandíbula superior apresenta a coloração cinza azulada e a mandíbula inferior é cinza. A região loral é preta. Os olhos da fêmea são semelhantes aos olhos do indivíduo do sexo masculino. O peito é cinza e o ventre amarelo. A nuca, manto e dorso também são de coloração cinza. A cauda apresenta as retrizes com barrado branco na porção lateral, terminando com uma barra branca na sua extremidade distal. A face dorsal das penas retrizes apresenta em sua extremidade distal uma barra subterminal preta. As fêmeas dessa espécie são muito parecidas com as fêmeas de surucuá-violáceo (Trogon violaceus) e podem ser diferenciadas pelo maior tamanho do corpo e pelo anel ocular de formato redondo, e não ovalado como naquele.

Subespécies

Possui duas subespécies:

(Clements checklist, 2014), Aves Brasil CBRO - 2015 (Piacentini et al. 2015).

Fotos das subespécies de (Trogon viridis)
(Ssp. viridis) (Ssp. melanopterus)

Alimentação

A sua dieta baseia-se em frutos, lagartas, insetos e artrópodes capturados no alto das árvores.

Reprodução

Constrói seu ninho em cupinzeiros de árvores ou buracos nas árvores provocados por ação do apodrecimento natural ou por ninhos abandonados de outras aves. A altura do ninho fica a cerca de 10 a 20 metros acima do solo. A postura é de dois ou três ovos. Ambos os pais alimentam os filhotes no ninho. Durante o período de reprodução, vários machos podem se juntar para cantar, provavelmente como uma forma de atrair fêmeas.

Hábitos

Comum nas bordas e no interior de florestas altas (úmidas ou secas) e em capoeiras.

Distribuição Geográfica

Presente em toda a Amazônia brasileira assim como nos demais países vizinhos. Ocorre também na Mata Atlântica, desde Pernambuco até Santa Catarina. Encontrado também no Panamá.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos